paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

terça-feira, setembro 27, 2005

A Redacção parada no tempo

Estive esta manhã de novo no grande espaço que já foi sala de alunos, também conhecida como a Papelaria; uma sala vazia que também serviu para as nossas Conversas Com Livros, improvisada em menos de meia hora num auditório efémero e que depois foi a Redacção do Jornal e da Rádio, numa das melhores ideias falhadas dos últimos tempos da João de Barros. Durante uns meses tivemos lá a Redacção do que sobrou do JB, a Rádio emitia para o éter, costas com costas. Entretanto o espaço foi utilizado como Sala de Estudo, resguardando-se cuidadosamente todos os materiais do jornalismo.

Depois fiquei fora de jogo. Agora que regressei um bocadinho, estou a tentar recompor a ideia, a recuperar os equipamentos. Aparentemente tudo parece ter ficado parado no tempo, num certo momento. As últimas fotos guardadas no disco rígido do computador são de 5 de Dezembro de 2003. Milhares de fotos em papel estão na mesma confusão de sempre, separadas por inúteis pedaços coloridos. Os negativos também lá estão, meticulosamente desbaratados por envelopes de papel; sobras dos jornais, caixas cheias e vazias, folhetos antigos, impressos na nossa máquina A3; também lá estão ainda as primeiras inscrições, as fichas já com quase uma década. Tudo. Como numa caverna gelada. Chega a comover aquela imobilidade, aquela fidelidade.

A prioridade, agora, é recuperar as máquinas, depois os papéis e finalmente retomar o espírito da empresa, o gosto da notícia. Agora em canal aberto, contínuo, sem hora para fechar ou abrir a edição. É outra história, para contar depois. Ou então é uma fantasia.

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