paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

quinta-feira, setembro 15, 2005

"- É quase tudo novo!" - disse o presidente

Reunião Geral de Professores, a agitação habitual em dia de distribuição de horários. É o dia mais esperado e o que menos se deseja verdadeiramete que chegue, na ilusão de que assim se poderiam prolongar indefinidamente as férias e a época balnear. Chegou: dia 13 de setembro, 10.00 horas, no auditório da escola.

Entrei à busca de um lugar discreto, para me dissimular ali na condição de "observador". Entre a Clarisse e a Fernanda, duas amigas de sempre. Expectativa ao alto. O presidente impôs a sua palavra à plateia quando passariam cerca de 20 minutos das dez; provavelmente acertos de última hora. "- É quase tudo novo!" - começou por advertir, num ano que todos sabemos ser de grandes mudanças e de conflitos potenciais. Mas desde há muito que sinto cada ano que começa como um princípio de qualquer coisa inteiramente nova, incerta e vaga, mas nova. Nunca me convenci, no fim , que essa expectativa tivesse sido confirmada pelos factos. Não sei se este ano será também de expectativas goradas. No pior dos casos, quando o ano entrar em velocidade de cruzeiro, acabaremos a metabolizar todas as contrariedades e a neutralizar o que verdadeiramente vale a pena nas medidas que estão a ser anunciadas e levadas à prática.

O novo executivo pede colaboração, promete colaborar. A voz aquece, chega a toda a sala, que está cheia, e que levanta alguma "fervura", aqui e ali, nos momentos de maior crispação. Fala-se de horários, de medidas polémicas, nem sempre bem explicadas, nem sempre bem aplicadas no concreto da escola.

"Quando o arranque do ano lectivo corre bem é a equipa do Ministério que está de parabéns... mas quando corre mal..." já sabemos a quem são deixadas as responsabilidades.

"- Vamos trazer para cá os netos!" , sugeriu o Pacífico

A reunião teve diálogo, aqueceu. Lembro-me de um ano [pelo menos de um] em que o executivo não realizou sequer a habitual reunião geral de professores. Ou então eu andava muito distraído. Mas agora tivémos conclave. O Manuel Pacífico deixou uma sugestão, no termo da discussão sobre a política de distribuição das componentes: "- Vamos trazer para cá os netos!" A avaliar pela disposição com que a plateia recebeu a sugestão, pareceu-me que a ideia não caiu mal. Sempre ajudava a passar o tempo.

Também houve aplausos, merecidos. Ao Mário, à Isabel, pelo apoio precioso ao executivo durante os mês de Agosto, à M. do Patrocínio, pela intervenção que realizou.

A reunião terminou pelas 11.30. Café e distribuição dos horários.

A seguir, logo na quarta-feira, entravam em cena os Directores de Turma. Mas dessa eu não faço parte.

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