Bater no fundo
A questão levantada pela ministra da educação e pelo seu secretário de estado no Parlamento, esta sexta-feira, em torno da racionalidade de estágios remunerados para formar futuros professores que não conseguirão um lugar no sistema de ensino, é central neste debate. Podemos discutir o modelo e sua bondade, ou, ao contrário, a eventual perversão que instala, ao acenar com uma miragem que os anos subsequentes não irão confirmar em realidade; o de um lugar numa escola e o início de uma carreira profissional. Afinal este modelo de formação é recente, não existe desde sempre. Mas dizer que a despesa com a formação dos recém-licenciados, arredondada para os 50 milhões de € por ano, é um exemplo de dilapidação dos dinheiros públicos, é quase insuportável. Falamos de formação do capital humano, que é o mais precioso de todo o sistema. Não falamos de trivialidades. E esta dimensão da formação dos professores não pode ser tratada a golpes de calculadora.
3 Comments:
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