paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

segunda-feira, junho 20, 2005

Uma greve incorrecta, inoportuna e imprudente!

O presidente da Federação Nacional da Educação, João Dias da Silva, afirmou ao DN de sexta-feira passada: "O sentimento de revolta que se manifesta nas salas de professores é tão grande, assim como a vontade de fazer greve, que acredito que esta contestação constituirá um sucesso muito grande."

Não sei se a adesão está a ser grande ou não, nem tenho uma ideia clara sobre a legalidade ou ilegalidade do conceito de serviços mínimos aplicado ao caso. Coloco a questão da greve em época de exames apenas do ponto de vista moral, que deve preceder qualquer outra perspectiva, inclusivé a sindical. E a mim, que estou fora do activo desde há muitos meses, parece-me que a opção de fazer uma greve coincidindo com os exames dos alunos, interferindo objectivamente com o serviço de exames e afectando o seu curso normal, é incorrecta, inoportuna e imprudente. Pelo carácter excepcional e único, tendencialmente irrepetível, dramático e terminal dos exames, parece-me que esse é mesmo o único momento em que os professores se deveriam abster de fazer greve. A greve nestas condições, independentemente das razões que assistem, é incorrecta do ponto de vista moral e dos princípios, inoportuna porque coloca em causa sobretudo o esforço dos alunos num momento particularmente sensível do ano lectivo e imprudente porque não nos faz ganhar a opinião pública. Se nestes três planos a greve não me parece o protesto adequado, então só posso dizer que não estou com esta forma de luta.

Alguém me convence do contrário?

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