paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

segunda-feira, janeiro 03, 2005

O meu problema com a subcomissão parlamentar



Jorge Morais do Ensino Superior em Crise lançou um curioso desafio aos seus leitores. Em face da proximidade das legislativas sugeriu que todos os que se interessam com a situação da universidade portuguesa insistam com os principias partidos políticos que se apresentam a escrutínio no próximo dia 20 de Fevereiro para que apresentem propostas claras e respostas inteligíveis aos problemas do ensino superior. Sugere que cada leitor envie uma carta com questões prementes e disponibiliza mesmo o contacto de cada partido com assento no parlamento. Aqui e aqui desenvolve a ideia, dando conta de adesão significativa à sua iniciativa.

Concordo e apoio a iniciativa de Jorge Morais. Um de dois partidos será seguramente governo dentro de dois meses. É agora que é preciso fazer as perguntas, esperar as respostas, avaliar a disponibilidade de cada um para ouvir seriamente a sociedade civil. Expressão que serve para encher a boca, ainda para mais na euforia do ambiente de campanha em que entraremos dentro de dias.



Mas gostaria de falar do meu problema com a Subcomissão de Educação e Ciência da Assembleia da República. Como saberão a referida subcomissão é uma de entre várias comissões, reúne 9 deputados de todas as bancadas, supostamente especialistas em assuntos educativos.

Logo após a publicação, pelos jornais, dos rankings das escolas, a 2 de outubro, decidi enviar aos deputados dessa comissão um conjunto de perguntas a própósito. Elaborei um questionário abordando, desde logo, a oportunidade e a pertinência de constituir um raking como o que conhecemos, mas também com questões acerca dos modelos de gestão escolar no ensino básico e secundário e sobre o atribulado episódio da colocação de professores. De todos as mensagens que enviei por email, delicadamente claro [e agora reconheço também, ingenuamente], não recebi durante estes três meses qualquer resposta. Nem uma linha, à conta do trabalho político, que já agora os deputados também poderiam exercer na rede. Não quero tirar conclusões indecorosas acerca do estado de iliteracia digital dos nossos deputados, nomedamente dos que integram a Subcomissão de Educação e Ciência do nosso parlamento. Agora que a assembleia está dissolvida e vamos para eleições não penso mais no assunto.

Sugiro aos raros leitores deste post que participem na campanha cívica de Jorge Morais e que façam como Ademar Santos no ABNOXIO, que anda há semanas, obstinadamente a fazer um Diário de um Eleitor atrás do voto.