paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

quinta-feira, dezembro 16, 2004

O nome e a coisa

Nem de propósito. O Joaquim Sande Silva postou a protestar sobre a vertigem dos governos, um pouco à maneira bíblica, de dar nomes às coisas... que já tinham um nome. Foi em Natal, Ano Novo e Eleições que escreveu isto: "Independentemente de quem ganhe, a melhor coisa que nos poderia acontecer a todos era ter um grupo de gente com sentido de Estado que não desatasse a criar novos Ministérios e novas Secretarias de Estado ou a mudar o nome aos organismos já existentes."



Esta manhã estava no café do bairro [o outro] e ouvi uma conversa. Uma cliente habitual, provavelmente funcionária de um Ministério ou de uma Secretaria de Estado, protestava porque os governos passam o tempo a mudar o nome dos serviços, dos ministérios, das secretarias. Dizia: "Os nomes mudam. Mas nós, desde há anos, somos os mesmos lá no serviço, fazemos as mesmas coisas, não muda nada!" Na mouche.