paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

quarta-feira, dezembro 01, 2004

... e telemóveis para todos.



Um especialista em telecomunicações escreveu que, muito em breve, apenas a localização na casa permitiria distinguir a televisão e o computador pessoal. Com o telemóvel a questão é mais complicada. Para além de ser cada vez mais difícil prever que funções estão vedadas no futuro ao portátil que trazemos dentro do bolso.

Seguramente que dentro de um par de anos, ou pouco mais, essa tecnologia deixará de ser silenciada à entrada da sala de aula, como acontece hoje em dia. Deixará então de ser motivo de conflito entre professores e alunos e passará a constituir um recurso de acesso a informação relevante e a conteúdos pedagógicos. Mas para que isso possa acontecer a escola tem de deixar de correr muito atrás das grandes mudanças e passar, pelo menos, a acompanhá-las e a integrá-las nas suas rotinas.

Um pequeno dossier do Público, de domingo passado, aborda levemente essas questões. Faz o balanço da crescente popularização do telemóvel entre jovens e crianças. Telemóveis popularizaram-se entre as crianças mostra que a escola não pode continuar a ignorar essa tecnologia. A última geração, com acesso à net e com a generalização dos portáteis com câmara fotográfica, só vem tornar mais estimulantes e complexos os desafios colocados pela tecnologia de uso pessoal em contexto escolar e educacional.

A tecnologia muda atitudes e isso tem a ver com as relações que estabelecemos com outros. Em caixa: O longo braço dos "Telepais" chama a atenção para uma realidade nova.

Aí pode ler-se: "O psicólogo Eduardo Sá defende que "o telemóvel pode ser um instrumento útil para as crianças e pais, sobretudo a partir do 5º ano de escolaridade". As suas reticências prendem-se sobretudo quando o telemóvel é utilizado de forma perversa. "Não é razoável que se torne um longo braço dos pais que acaba por controlar as crianças". Ou seja, quando se começam a "instituir os "telepais"."