paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

sábado, novembro 13, 2004

Notas sobre o que está a mudar



O ABRUPTO de José Pacheco Pereira é referência obrigatória, mas não única, para saber o que está mudar. O post Ler, escrever, contar e ver televisão, com sub-título em forma assertiva - O que a escola deve ensinar hoje. - lança algumas pistas. Já não basta saber ler, escrever e contar, nem tãopouco ver televisão: é preciso também ensinar/ aprender a interpretar o "fluxo digital que nos chega por vários média" e que nos atinge em pleno. E isto, acrescento eu, com professores mais ignorantes que os seus próprios alunos, na matéria.

Na quinta-feira, o mesmo JPP, publica a sua crónica semanal no Público, com o título Histórias do Telemóvel? Lemos: "O telemóvel, em conjunto com outras alterações associadas à comunicação pelo telefone, como a generalização dos gravadores de chamadas, os SMS, e as tecnologias da nova geração, como os telefones com câmaras, vídeo e GPS, está a ter um impacto profundo nos comportamentos sociais de uma parte significativa da população portuguesa. Este impacto é desigual em termos de classe social, idades e literacias, mas até por via dessas diferenças revela o seu efeito de mudança. São os mais novos, adolescentes em particular, a ponta-de-lança destas mudanças. Foram eles que revolucionaram o SMS, dando origem a uma linguagem "telefónica" original e que mais rapidamente usam as novas incorporações de funcionalidades nos telemóveis. São também os primeiros que são cobaias dos seus efeitos." Ver artigo.


No blog Jornalismo e Comunicação, sempre atento ao que está a mudar, encontramos um post com o título Debater a blogosfera e os blogues. Um link - El fenómeno moblog precipita definitivamente el cambio en la producción, distribución y necesidades de la información - leva-nos directamente para o site da revista Mediabriefing.com, Semanario de tendencias y actualidad de los medios.

Lemos: "La audiencia convertida en productora, editora y distribuidora de información. Internet unido a las posibilidades de la telefonía móvil - ahora capacitada con cámaras digitales - hace que el usuario adquiera un nuevo papel, que las necesidades de información sean diferentes y la posición de quienes antes eran espectadores pasivos se convierta en algo muy interesante para las organizaciones periodísticas, que pueden tener a su disposición a millones de reporteros. Aunque a mayor facilidad, mayor exigencia... Toda una revolución."

Na Mediabriefing.com, demos com um post - El fortalecimiento del fenómeno blog - que efectivamente remete para To Slog or to Blog: Is the Future of Media in the Blog?, artigo de David Kirpatrick, saído na revista Fortune.

O texto de apresentação do respectivo artigo, em espanhol, avança: "Los bloggers podrían reemplazar a los medios comerciales, según afirma David Kirkpatrick en Fortune. Para el autor, los blogs han tenido la oportunidad de demostrar durante las elecciones estadounidenses que "son capaces de ofrecer más y mejor información que las aburridas historias de los medios tradicionales."


Na mesma revista Mediabriefing.com, encontramos mais um link - Nuevos ejemplos del fenómeno moblog - que nos remete para Cell Phones Increasingly Used to Snap the News. Lemos: "Twice in one month the biggest Dutch newspaper published front-page pictures shot by amateur photographers using their mobile phones, showing how advances in technology can assist traditional media in gathering news."

A apresentação do artigo, em espanhol, vai mais longe e escreve: "El asesinato del cineasta holandés Teo Van Gogh fue recogido por algunos usuarios de teléfonos móviles con cámara, que se adelantaron a los medios. Este episodio ha resucitado la cuestión de cómo la audiencia se convierte en productora, editora y distribuidora de información. Internet unido a las posibilidades de la telefonía móvil - ahora capacitada con cámaras digitales - hace que el usuario adquiera un nuevo papel, que las necesidades de información sean diferentes y la posición de quienes antes eran espectadores pasivos se convierta en algo muy interesante para las organizaciones periodísticas, que pueden tener a su disposición a millones de reporteros."