paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

quinta-feira, outubro 21, 2004

O Ministério deveria proibir os rankings das escolas recusando-se a divulgar os resultados dos exames?

De acordo com especialistas do CIPES - Centro de Investigação de políticas do Ensino Superior - os rankings são perniciosos e deveriam ser proibidos, tal como já acontece noutros países. Os investigadores defenderam esta posição durante a apresentação do livro "Um olhar sobre os 'rankings'", da autoria de Rui Santiago, Maria Fernanda Correia, Orlanda Tavares e Carlos Pimenta. Ler notícia aqui.

E qual é a opinião da (o) colega?

2 Comments:

  • At 2:48 da manhã, Blogger José Gustavo Teixeira said…

    À colega que veio aqui e deixou um comentário sobre o post: o sistema apagou o texto, como aliás apagou outros do blog. Lamentamos, mas como se costuma dizer: por motivos alheios à nossa vontade...

     
  • At 11:43 da manhã, Blogger José Gustavo Teixeira said…

    Consegui recuperar o comentário apagado, da autoria de uma colega que assinou como Anónimo. Aqui fica:

    Concordo inteiramente. Além de todas as situações já, (e bem!)mencionadas, o ranking cria disparidades enormes e falsas entre escolas públicas e privadas. É óbvio que um colégio com enorme lista de espera, que selecciona cuidadosamente os alunos antes ainda da admissão vai aceitar só os melhores e terá, logo à partida, melhores médias de classificação. Em contrapartida, as boas notas obtidas por tantos e tantos alunos óptimos, em tantas escolas do paí­s, vão ser irremediavelmente diluí­das, em termos de média, pelas notas menos boas de muitos colegas esforçados, que "dão o seu máximo", mas não conseguem os mesmos objectivos.
    Isto não quer dizer que não se trate de uma boa escola; para conseguir resultados por vezes medianos, já muitas vezes a escola fez autênticos milagres no contacto com as famí­lias, na integração dos alunos com problemas, na recuperação de tantas situações difí­ceis.
    É, de facto, muito mau querer medir e aferir qualidade em números - e a situação é tanto mais perigosa quando se contabiliza, para inclusão nos rankings, as notas dos alunos autopropostos. Os alunos que não concluí­ram o 12º ano apenas por causa de uma cadeira vão, muitas vezes, candidatar-se sucessivamente a esse exame sem qualquer preparação (às vezes, e falo de casos concretos, para usufruirem desse dia de folga no trabalho!). Depois, basta fazer contas: mesmo que, numa escola, haja vários alunos com nota de 20, basta que alguns outros se autoproponham, sem preparação, e obtenham 0 (o que, infelizmente, é frequente) para que o ní­vel médio seja de dez valores!
    Considero, pois, muito pertinente o tema levantado. E acho que algo deve ser feito para corrigir as injustiças criadas.
    Maria, Área Educativa de Entre Douro e Vouga

     

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