paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

quarta-feira, outubro 13, 2004

Comentário a um post: paralaxe e simplificação

Há respostas, comentários que não podem esperar. É o caso deste que deixo aqui. Trata-se de uma reacção, com argumentos, a uma sugestão da colega que mantém o Fábulas. Neste post, datado de 11 de Outubro, a passada segunda-feira, a saltapocinhas deixa uma sugestão: "Eu acho que os professores, ao contrário do que acontece hoje em dia, não deviam ganhar todos o mesmo. (...) Um professor de Matemática, ou Português ou Ciências, etc. devia ganhar mais que os professores de EVT ou de Educação Física e afins." Leia o post e os comentários deste e do outro blogue. E já agora a minha resposta. Não há nada como uma boa discussão.

Cara colega, sinceramente, não considero particularmente pertinente o tema que apresentou no seu post. A questão que coloca, nos termos em que precisamente a coloca, não corresponde à formulação de um problema, mas seria, seguramente, fonte de muitos problemas se as medidas que enuncia fossem implementadas.

Para começar as apreciações que faz - na disciplina X não é preciso planear as aulas, na Y leva-se trabalho para casa, todos os CEs têm professores da disciplina Z - são apenas empíricas, estritamente subjectivas e sem qualquer valor para fundamentar um juízo sério. De tal modo que a afirmação segundo a qual os executivos contam, em muitos exemplos, com colegas de certas disciplinas, pode ser considerada tanto do ponto de vista pejorativo, como em termos elogiosos, no sentido em que certos grupos disciplinares seriam presumivelmente compostos por pessoas com elevado sentido de responsabilidade e de entrega ao bem público. A não ser que considere a gestão de uma escola como um serviço menor, sem mérito e irrelevante, até do ponto de vista cívico. Eu não considero.

A proposta que faz parece-me assentar em dois erros muito frequentes: (1) o da paralaxe, avaliando-se a escola a partir do nicho que ocupamos (a nossa disciplina, a nossa área, as nossas turmas), no desconhecimento completo do trabalho que os outros realizam; (2) o da simplificação, reduzindo a complexidade da organização escolar a segmentos abstractos sem ligação entre si, a uma rede sem nós, se é possível imaginá-lo.

O meu primeiro argumento para opor ao seu post reside no seguinte: falar de professores de uma ou outra disciplina tende inevitavelmente a discriminar disciplinas e grupos disciplinares, sem qualquer base científica. O trabalho dos professores de Educação Física, numa escola cujo projecto educativo aposte na educação para a saúde e na promoção de boas práticas nessa área da motricidade, pode ser muito relevante. Trabalhando, eventualmente com professores de Biologia, por exemplo (que na sua proposta ganhariam mais do que aqueles...). O desporto e a actividade desportiva podem perfeitamente ser estruturantes de uma educação integral - mens sana in corpore sano (se o meu latim não me atraiçoa). O trabalho realizado pelos colegas de EVT e áreas afins, em regra muito desconsiderado, também pode ser inspirador de projectos educativos que apostem nas aprendizagens práticas e na valorização das competências manuais e artísticas. Posto isto, que dizer então? Quem deve ganhar mais, quem deve ganhar menos? Nuns casos as disciplinas têm mais peso na formação do aluno, noutros menos peso... Avalia-se ao quilo, ao metro ou ao litro? Não compreendo, por muitas voltas que dê, a sua questão.

Depois há outro argumento: falar de disciplinas, de departamentos inclusive, é falar sempre de denominações conjunturais. Com a mobilidade que actualmente verificamos na organização dos saberes, ninguém pode garantir que ensinar uma tecnologia hoje será o mesmo e terá o mesmo peso quando o fizermos dentro de uma década, ou que dois saberes distintos agora, com diferentes configurações disciplinares, não possam constituir dentro de anos uma nova área de formação interdisciplinar. Em face disto, desculpe-me a assertividade, a sua sugestão parece-me pouco pertinente e perigosa, porque contribuiria para fracturar a nossa concepção do que é e deve ser a prática docente.

Para além de que uma comunidade escolar, - e este parece-me o argumento decisivo, - composta por um corpo docente determinado, não se compreende verdadeiramente se prevalecer uma análise estritamente disciplinar. O ensino e a aprendizagem, só numa abstracção meramente administrativa, se podem considerar disciplina a disciplina. Um projecto de educação integral, que não retalhe o aluno em funções, nem estratifique o ensino em ‘fatias’, deve poder conceber o ensino como uma comunidade de saber. E nessa perspectiva eu não me considero decisivamente professor de uma disciplina, mas simplesmente professor, com uma visão disciplinar do que pode ser a minha contribuição para a formação dos meus alunos. Entre outros professores eu sou apenas um igual, contribuindo com um saber específico, para um projecto que ou é articulado no aluno ou resulta em fracasso.

Não nego que existam disciplinas, que o saber se encontre objectivamente 'organizado' em disciplinas, que os cursos universitários de algum modo reproduzem, mas essa organização, ao nível da formação é meramente instrumental. E a prova prática disto que afirmo é que qualquer projecto abrangente em que a comunidade escolar, uma turma, os professores com os seus alunos, se envolvam, acaba sempre por aproveitar transversalmente de todos os saberes e competências adquiridas. Tal como na vida.

Uma comunidade escolar com professores de 1ª, de 2ª e eventualmente de 3ª, para fazer uma caricatura que a realidade acabaria por imitar, caso a medida que preconiza viesse a verificar-se, seria tudo menos uma comunidade de propósitos. Para não falar das fracções que criaria, entre pessoas da mesma profissão, partilhando os mesmos objectivos, mas em patamares distintos do ponto de vista da motivação. A meu ver o problema não é o de diferenciar em termos pecuniários os professores, discriminando-os por disciplinas, porque isso é sempre uma decisão empírica ou baseada num preconceito. O verdadeiro problema está em fazer de cada escola, com os professores que lá trabalham, com os funcionários, com os encarregados de educação e com os alunos, uma verdadeira comunidade de aprendizagem. Premiando a formação científica antes da antiguidade (mas não desprezando o valor que esta significa) independentemente da sua raiz disciplinar, premiando os projectos que contribuam para resolver problemas, integrando saberes e práticas em vez de os diferenciar numa lógica remuneratória ultra-liberal. Evitando acima de tudo a ideia peregrina de estabelecer que há disciplinas mais sérias que outras. Nesta perspectiva quem me convence de que a disciplina que eu dou não é a mais decisiva...?

15 Comments:

  • At 11:01 da tarde, Blogger Luís Aguiar-Conraria said…

    O sistema que defende paga a todos os professores por igual. NAo se estarA a cometer o pecado da simplificação com essa ideia? Essa ideia E que me parece bastante redutora.

     
  • At 11:17 da tarde, Blogger MQF said…

    Gostei(e muito) do que li.Talvez a grande pergunta que se deva fazer não se refira a remunerações (embora fosse esta, na essência a questão. No que se refere ao ensino a mim fica-me sempre a questão: Porque é que uma grande parte das crianças começa a "detestar" aprender no dia que entra na escola se até aí o mundo era para elas um laboratório?? Algo está errado - será a criança? (mais irónica não poderia ser.
    "O verdadeiro problema está em fazer de cada escola, com os professores que lá trabalham, com os funcionários, com os encarregados de educação e com os alunos, uma verdadeira comunidade de aprendizagem"
    Pois.... na escola muitos temos professores...poucos temos Mestres. Para eles fica a maior remuneração: a pegada indelével que deixam nos seus pupilos. (sorriso suave)

     
  • At 12:30 da manhã, Blogger SaltaPocinhas said…

    Antes de mais, concordo inteiramente com o

     
  • At 1:32 da manhã, Blogger José Gustavo Teixeira said…

    Caro amigo Luís Aguiar-Conraria, leio regularmente os seus textos que muito aprecio. Mas devo dizer-lhe, com franca cordialidade, que o seu comentário é redutor, para não dizer que é "uma simplificação" do meu próprio comentário ao post da colega do Fábulas. Admito que não sou um especialista em políticas educativas, nem tenho essa pretensão. Apenas penso sobre a escola a partir da minha vulgar experiência de professor do secundário.
    Eu procurei alinhar argumentos contra uma posição que me parece marcada pela imprecisão e pela falta de rigor. Lamento dizê-lo com tanta frontalidade, mas não há outro modo. Tãopouco disse, a seco, que defendo o sistema "que paga a todos os professores por igual". Admito diferenciações, num modelo que actualmente se funda apenas numa progressão quase automática na carreira.. seria outra discussão. Valorizar mais a progressão científica do professor, no quadro de uma formação relevante e não apenas nominal. Mas defender que a diferenciação se deve fazer em função da disciplina que se lecciona... parece-me um absurdo. O Luís Aguiar-Conraria admitiria esse modelo na universidade, fazendo-se depender a remuneração do professor da especialização obtida? Absurdo. Ou eu estou a ver mal? De resto estou disponível para pensar e discutir um modelo onde sabemos que há muitas anomalias e que, verdadeiramente, não promove o mérito. Mas com ideias, não com preconceitos.

     
  • At 2:01 da manhã, Blogger Miguel Pinto said…

    Quem é que determina o valor e a relevância social de uma área disciplinar? Quem é que tem essa incumbência? Espero que não seja um problema de moda!

     
  • At 2:08 da manhã, Blogger SaltaPocinhas said…

    Peço desculpa, o meu comentário foi "comido" não sei como nem porquê.
    Eu tinha vindo dizer que concordo com muitas das coisas que escreveste e que, no meu blog, apenas me limitei a dar a minha opinião, não dei sugestões nem tenho nenhum cargo no governo... Também não fiz nenhum estudo científico para apoiar o que escrevi, limitei-me apenas e só a dar voz ao meu pensamento ( e ao de muitas pessoas). Dizes que a minha "proposta" (que não o é) tem dois erros, o da paralaxe e o da simplificação: quanto à paralaxe é um daqueles pontos em que eu posso concordar contigo, mas simplificar não é um erro, seria uma mais valia.
    Falas também nas injustiças que haveria se os prof. tivessem ordenados diferentes... E não achas uma tremenda injustiça a diferença abismal entre o ordenado do início de carreira e o do topo? Não achas uma injustiça estares a fazer o mesmo trabalho que o teu colega do lado e ele ganhar mais que tu apenas porque "tirou" uma licenciatura? Não achas injusto um professor a trabalhar nos serviços administrativos ganhar quase o triplo que as pessoas que fazem o MESMO TRABALHO só porque é professor, mas que para o caso não interessa nada? Eu continuo a achar que não é nenhuma barbaridade haver vencimentos diferentes desde que não se exijam as mesmas habilitações a todos os professores. E se vamos falar de habilitação científica posso dizer-te que, no 1.º ciclo, há colegas que tiveram ao todo 11 anos de escolaridade... E que grande parte delas são profisionais competentíssimas, muito mais que algumas que já têm os cursos das escolas superiores de educação. E isto por dois motivos: porque a experiência (tempo de serviço) é mais importante que a formação base (ou pelo menos dou-lhe mais valor do que tu) e também porque há muitas escolas a formar professores que não têm qualidade nenhuma. Não te vou dizer nomes pois não tenho provas e lá ia eu incorrer noutro erro qualquer, mas sei que há...

     
  • At 2:41 da manhã, Blogger José Gustavo Teixeira said…

    Cara colega {saltapocinhas}, li a sua resposta e gostaria de replicar já. Mas como é muito tarde atiro por agora a toalha ao chão... mas só por agora. No "erro" de escrever sob exaustão.. não incorro. Mais daqui a umas horas volto à [paixão] e terei todo o prazer de explicar um pouco melhor as minhas ideias e de reagir a outras questões interessantes que coloca. Mas sobre a sua tese inicial... mantenho a mesmíssima posição. Até mais logo.

     
  • At 2:55 da manhã, Blogger José Gustavo Teixeira said…

    Ao que parece a sugestão de {saltapocinhas} de remunerar de forma distinta os professores, em função da sua área disciplinar, desatou um debate, nem sempre com argumentos, acerca de uma questão que afecta a identidade da função docente. Eu insisto, desenvolvendo um pouco mais a discussão, no meu argumento central: o professor, antes de ser um especialista numa determinada área disciplinar, é uma referência ética para os seus alunos. A escola é uma comunidade de aprendizagem e não uma soma de episódios sem relação entre si. Admitindo estes pressupostos, falar de disciplinas, é uma simplificação que nem sempre nos ajuda a compreender a complexidade da escola e dos seus desafios.

    Não estou a iludir uma coisa óbvia: que na profissão existe uma diferenciação na remuneração do professor, de acordo com o seu tempo de serviço. Respondendo directamente a {saltapocinhas} direi que não me repugna esse princípio, apesar de considerar, como já tinha escrito no meu post, que o esforço de formação pedagógica e científica do professor, em termos diferentes dos actuais, deveria ser mais valorizado. A permanência do professor no sistema, ou seja a antiguidade, deve ser recompensada porque é um valor. Mas não chega para garantir a qualidade de uma prática docente. A experiência acumulada, refelectida em relatórios de desempenho, a formação contínua e a actualização científica, para além de uma boa preparação "de base", são condições fundamentais para "fazer" um bom professor. A não ser que se acredite na vocação e pronto.

    Claro que nas escolas encontramos sempre situações pessoais e relativamente excepcionais - o professor que está na secretaria, o professor que tem dispensa da componente lectiva por motivos de saúde, etc - mas, por definição, não constituem a regra. E quero crer que estão devidamente enquadradas na lei. Nada a dizer.

    Quanto ao resto, se a {saltapocinhas} me explicar o que se ganha, do ponto de vista da escola e da qualidade do ensino, em diferenciar as disciplinas do modo como o fez no seu primeiro texto - umas para aqui, outras para ali - e em diferenciar, nessa base, a remuneração dos professores, eu estaria disposto a repensar os meus argumentos. De outro modo...

     
  • At 5:59 da tarde, Anonymous Anónimo said…

    Voltando ao tema, repito o que disse em outro blog à amiga saltapocinhas; em qualquer profissão ou classe existem os bons profissionais e os maus profissionais e qualquer professor/educador que seja digno desse nome, ficará muito ofendido com as barbáries que diz. Pelo que diz, não sabe nada do que se passa no reino da educação, ao afirmar que os professores de EVT e Professores de Ed. Física vão para casa sem levar qualquer tipo de trabalho enquanto outros, como os professores de Matemática e Português têm testes para corrigir. Pois estaria muitíssimo mal, por sinal ainda pior que o que está, se o trabalho dos professores/educadores só fosse esse de corrigir testes, deixando todo um processo de planificação de aulas, avaliações, atitudes, formas de desenvolvimento, melhor contextualização, timings, projectos para o P.A.A., alunos n.e.e. e seus planos de recuperação etc. Que eu saiba, não é por artes mágicas que se dá uma aula, por trás, existe um processo que desconhece e que por sinal é todo planificado na escola e em casa. Também lhe digo, que qualquer professor de qualquer disciplina pode dar testes se achar relevante, pois o que dizem as novas correntes de educação para avaliação, temos que entrar com outros parâmetros que vão muito para além dos testes. Pois parece-me que este processo lhe passou ao lado e se diz que é professora, então também digo,"vai muito mal o reino da educação". Arte por um Canudo.

     
  • At 6:32 da tarde, Blogger Luís Aguiar-Conraria said…

    O problema dos comentários é que muitas vezes são demasiado curtos para analisar assuntos tão complexos. Pecado meu que podia ter usado o meu blogue.

    Concordo com a resposta que deu ao meu comentário na sua quase totalidade.
    Parece-me que ambos aceitamos a diferenciação salarial entre professores, e ambos aceitamos que não se pode reduzir essa diferenciação a apenas uma dimensão, por exemplo a disciplina que se lecciona, ou a idade, ou a qualidade pedagógica, ou outra coisa qualquer.
    Numa ponto discordamos. Acredito que uma das dimensões que tem de ser considerada é a disciplina que se lecciona. Não por achar que umas valem mais do que outras mas por me parecer que há falta de professores qualificados nalgumas áreas (posso estar enganado, e se estiver corrija-me que eu mudo de opinião nesse mesmo instante). Se há carência de professores nalgumas áreas, matemática por exemplo, faz sentido pagar mais aos professores dessas disciplinas para atrair mais gente qualificada.

     
  • At 6:59 da tarde, Blogger José Gustavo Teixeira said…

    Caro amigo Luis Aguiar-Conraria,
    depois do seu último comentário, e nomeadamente da parte final, concordo que discordamos em pelo menos um ponto.
    É verdade que existe, nalguns casos muito pontuais, falta de professores. Mas nos últimos anos, com a chegada de novos licenciados e o decréscimo da população estudantil, a questão coloca-se cada vez menos. Temo que alguns colegas que já conheci na escola, em princípio de carreira, não consigam entrar no sistema e fazer aquilo que realmente querem fazer, que é dar aulas.
    Em todo o caso também não me pareceria expedita essa solução que defende. Pagar mais para atrair os professores que faltam. É uma medida de mercado que obrigaria, a ser levada ao limite da sua lógica, a um sobe e desce nas remunerações. Mas eu não quero ensinar o "padre nosso ao cura", porque de economia só sei ter algumas ideias vagamente politizadas.

    Com amizade.

     
  • At 8:01 da tarde, Blogger Miguel Pinto said…

    “Se há carência de professores nalgumas áreas, matemática por exemplo, faz sentido pagar mais aos professores dessas disciplinas para atrair mais gente qualificada.” Luis, deixe-me comentar o que disse, de forma telegráfica: 1º Será que existe carência de professores? O número de professores em lista de espera para efectivar nos quadros de escola aponta noutro sentido. 2º Pagar mais aos professores para atrair mais gente qualificada? Suponho que esse problema perdeu a sua actualidade com a massificação de licenciados. Todos serão qualificados. Ou não? A não ser que estivesse a pensar nos planos de formação de professores. Seria um olhar para o ES. 4º Pagar mais para atrair mais professores qualificados? Bom, no Reino Unido, por exemplo, onde o problema da falta de professores se começa a agravar, a solução também passa pelo recrutamento de gente desqualificada, menos dispendiosa e ajustada aos orçamentos exíguos. Depois vem a perversidade da coisa. Estou a ver algumas Universidades juntamente com as suas Ordens a fazerem-se de difíceis para, à semelhança do que acontece hoje com algumas profissões bem pagas, inflacionar o custo da mão-de-obra. Eu sei que nesta última parte do comentário meti a foice em seara alheia. Talvez o Luis queira esclarecer esta minha incursão.

     
  • At 8:02 da tarde, Blogger Miguel Pinto said…

    Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

     
  • At 2:31 da manhã, Blogger SaltaPocinhas said…

    Mas afinal parece que se está para aqui a discutir o sexo dos anjos: os professores têm ou não têm salários diferentes???? Na minha escola somos apenas 4 e não há vencimentos repetidos: cada uma tem o seu! E somos todas do 1.º ciclo, temos a mesma carga horária e as mesmas tarefas. Quanto ao TPC, cada uma sabe de si. Cá por mim, tenho bastante!

     
  • At 7:52 da tarde, Anonymous Anónimo said…

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