paixão da educação

a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'

segunda-feira, agosto 23, 2004

Experiência, primeiro post no blogue

É a primeira experiência. Só para ver como sai.



Termina aqui mais um ano, o que bem vistas as coisas não chega a ser um consolo. Não há volta a dar a esta vivência circular do tempo que faz de cada fim o preâmbulo de um novo princípio. Mas antes de partir para o próximo ano lectivo gostaria de fazer um balanço do ano que termina. Cá vai...

1 Comments:

  • At 3:32 da manhã, Blogger José Gustavo Teixeira said…

    Termina aqui mais um ano, o que bem vistas as coisas não chega a ser um consolo. Não há volta a dar a esta vivência circular do tempo que faz de cada fim o preâmbulo de um novo princípio. Mas antes de partir para o próximo ano lectivo gostaria de fazer um balanço do ano que termina. Cá vai...

    A minha pertença à equipa da Biblioteca vem desde o início. Participei na candidatura ao Projecto e, com excepção do termo do primeiro “mandato”, em que hesitei sobre a minha continuidade, sempre manifestei interesse e gosto pessoal e profissional em continuar ligado à Biblioteca Escolar. Sabendo que nenhum cargo e nenhuma função são eternos (mas quem não sabe isso?), que tão-pouco é bom para as instituições e para as próprias pessoas manterem-se nos projectos indefinidamente, penso que ainda é tempo de ficar. Penso que para lugares e funções da natureza desta, onde se exige empenho, criatividade e sentido de projecto, se deve aplicar uma regra: devemos permanecer no lugar apenas enquanto sentirmos que nos falta desenvolver alguma dimensão do projecto em que entrámos; enquanto estivermos convencidos (e conseguirmos convencer os outros) de que continuamos com soluções criativas e eficazes para os problemas com que nos defrontamos no nosso trabalho.
    A consciência do que falta, das soluções que ainda não foram ensaiadas ou das que ainda não chegaram a seu termo – mas também a consciência de que a nossa acção começa só agora a produzir referências inspiradoras e a acumular uma reserva de experiências com as quais há que contar – marcaram este ano lectivo e a minha pertença à equipa.
    Desde logo sinto alguma vaidade por pertencer a uma equipa que introduziu algumas boas práticas de relação com os alunos e demais utilizadores, com a escola e com entidades exteriores, nomeadamente o SABE (Serviço de Apoio às Bibliotecas Escolares). A necessidade de apresentar um projecto de candidatura, por imposição da Rede de Bibliotecas Escolares, que depois mantivemos nas recandidaturas seguintes (a nível de escola), a produção de textos de reflexão e de balanço de final de ano, que procurámos divulgar sempre junto da comunidade escolar, são boas práticas às quais dou a maior importância. Incluiria neste item a nossa caixa de Sugestões e de Reclamações, através da qual dialogamos directamente com os nossos utilizadores sem excluir as perguntas incómodas.
    Aproveito o final deste preâmbulo para manifestar estranheza pelo facto de não termos generalizado, na nossa escola, a prática de apresentação de programas de candidatura seja qual for o órgão, o cargo, a entidade, ao qual nos candidatamos. Quando votamos acabamos por votar na pessoa e não no projecto, provavelmente porque às vezes não há projecto. À excepção dos cargos de perfil estritamente burocrático, acredito que o nosso desempenho melhoraria se adoptássemos esta prática.

     

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