Rankings sairam hoje
Alguma coisa que escreva sobre os resultados poderá ser lida aqui, no outro blogue das minhas leituras. Sobretudo sobre a minha escola.
a história de um lento regresso à escola, contada pelo 'próprio'



O início das aulas, a 12 de setembro, na Escola Portuguesa de Macau [EPM], é notícia de destaque no jornal Jornal Tribuna de Macau. O jornal avança com "Expectativas elevadas" no regresso às aulas, num ano em que houve alterações na oferta curricular da escola e naquele que pode ser o último ano completo nas actuais instalações. Ao que parece a escola parece preparar-se dentro de algum tempo, num prazo ainda indefinido, para mudar de local. Para ler mais notícias sobre o arranque do ano lectivo na escola de Macau ver aqui.
É o titulo de uma reportagem de fôlego da SIC/Visão, que passou sem grande aparato. Não vi senão o final e tenho pena, mas espero que repita. Uma escola da Damaia, - Escola Doutor Azevedo Neves - , que é considerada, ou foi, em anos recentes, a escola mais "africana" da Europa, com uma percentagem de alunos de origem africana próxima dos 80%. A escola recebe alunos dos bairros mais degrados da zona: Cova da Moura, Bairro 6 de Maio, Estrela de África e Estrada Militar.
O formato ultraleve do debate desta noite, com a ministra da educação, serve pouco ao esclarecimento de grandes questões de fundo. Ajuda a consolidar algumas perplexidades e a fixar a atenção no essencial. Nas questões de fundo, relativas ao ensino e ao nosso sistema educativo, acredito que é preciso mudar de paradigma e inverter algumas lógicas de funcionamento do sistema, que foi frequentemente construído a partir de dentro, numa tensão permanente entre as exigências cegas da grande máquina do ministério e os interesses acomodatícios dos professores. É preciso nunca perder de vista o aluno, mesmo quando olhamos para o professor ou para o edifício a que chamamos sistema educativo. Concordo [com alguma perplexidade, é certo] com o princípio das medidas que estão anunciadas, mas temo que se aplique aqui uma das numerosas fórmulas sábias da Lei de Murphy: "Se alguma coisa pode correr mal, corre." Ou, pior ainda: "A falha escondida nunca permanece escondida." É preciso mudar o sistema educativo sem ter a pretensão de mudar de pessoas. É preciso deitar fora a água do banho sem deitar pela borda fora a criança...
A não perder, por quem está na Educação, o Especial Informação [eis o verdadeiro serviço público] que a RTP vai hoje transmitir a seguir ao Telejornal na 1. Depois dos programas sobre a Saúde e a Administração Interna é a vez da Educação. A ministra Maria de Lurdes Rodrigues estará presente emestúdio frente a frente com representantes da Fenprof e da Confederação Nacional da Associação de Pais.


Agradeço e retribuo as saudações do Luís Palma de Jesus acerca do regresso... em força. Não sei se é um regresso, seguramente não é em força, porque o meu ritmo de actualização da paixão agora é menor. Por diversos motivos, entre os quais não será de menor importância o facto de estarmos em pleno final de ano lectivo. O destino deste projecto da Paixão, que nasceu sob o signo da reflexão colectiva mas falhou rotundamente esse objectivo, terá de ser repensado durante as férias de verão.
Depois da experiência aparentemente bem sucedida [até do ponto de vista comercial] da Visão Júnior, versão infantil do magazine de informação geral, o Público iniciou há cerca de um mês a publicação da revista-fanzine Kulto. Sai todos os domingos, incluída no corpo do jornal, e é paga obrigatoriamente com o exemplar desse dia, que viu o preço de capa acrescido nalguns cêntimos. Tem 16 páginas e é produzida para o Público por um corpo redactorial fixo da empresa Estado de Sítio.